O que muda no seu bolso com a vitória de Jair Bolsonaro  – 57,8 milhões de votos contra 47 milhões do seu adversário – a partir de janeiro de 2019? O Meu Barão, guru das finanças e protetor dos investimentos alheios, quer te ajudar a responder esta pergunta. E listou alguns temas de economia que vão te ajudar. Vamos lá.

1-     Discurso da Vitória

Uma frase precisa pinçada no discurso de Jair Bolsonaro logo que confirmada sua vitória: “Emprego, renda e equilíbrio fiscal: é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos.Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívidas decrescente e juros mais baixos.Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit”.
2-    Previdência

Para o apelidado “Posto Ipiranga”, o economista Paulo Guedes, futuro ministro, a reforma da Previdência é primeiro ‘grande item’ do modelo econômico de Bolsonaro. “Precisamos de uma reforma da previdência. O segundo grande item do controle de gastos públicos: as despesas de juros. Vamos acelerar as privatizações porque não é razoável o Brasil gastar 100 bilhões de dólares por ano de juros da dívida. O Brasil reconstrói uma Europa todo ano (…) O terceiro é uma reforma do estado, são os gastos com a máquina pública. Nós vamos ter que reduzir privilégios e desperdícios”, afirma Guedes.
3-    Impostos

Ainda segundo Guedes, a ideia é simplifcar e reduzir impostos, eliminar encargos e impostos trabalhistas sobre a folha de pagamentos para gerar, em dois ou três anos, 10 milhões de empregos novos. Uma das idéias é unificar quatro, cinco ou seis impostos e criar um imposto único federal. O problema é como tapar rapidamente o déficit público, que neste ano é estimado em R$ 139 bilhões.
4-    Privatizações

Uma promessa de Bolsonaro e Guedes para diminuir o tamanho do estado e diminuir o rombo nas contas públicas. Virá, mas não se sabe como e nem qual ordenamento de empresas estatais.

A lua de mel do mercado com o governo Bolsonaro começa agora, lembra o meu Barão. Economistas e analistas de bancos ouvidos pelo nosso guru afirmam que uma boa estratégia para investir é diversificar. Aplicar em títulos de renda fixa (fundos DI, papéis do Tesouro Direto indexados à inflação ou Selic), e uma parte em fundos de ações ou multimercados, com maior risco.