O Meu Barão reproduz artigo de Ricardo Natali, autor do livro Lucro FC, que ensina de forma simples todos os conceitos necessários de Finanças Pessoais, com analogias ao esporte mais amado pelos brasileiros (o futebol).

O texto foi originalmente publicado no site Bem Gasto, do Insper, uma das mais importantes universidades de economia e negócios do País.

“A busca pelo aumento do bem-estar e da produtividade dos funcionários está provocando uma alta tendência na inclusão de educação financeira dentro das empresas. Atualmente, 84% de empresas norte-americanas possuem algum programa que auxilie o colaborador a lidar melhor com o dinheiro.

Os departamentos de RH já perceberam os bons resultados dessa prática. Em pesquisa realizada em 2017 pela PricewaterhouseCoopers (PwC), estima-se que uma empresa com 10.000 funcionários pode perder U$ 3,4 bilhões por ano, devido a problemas financeiros dos colaboradores.

Dos 1.600 funcionários entrevistados, 30% admite distração nas atividades do trabalho ocasionados por problemas financeiros. Eles chegam a utilizar cerca de três horas semanais no ambiente de trabalho para resolver pendências financeiras pessoais. Além disso, 12% dos colaboradores admitem faltas ocasionadas pelas preocupações financeiras, sendo uma causa de aumento do absenteísmo e diminuição da produtividade.

Problemas financeiros afetam negativamente o ambiente organizacional e diminuem a produtividade. No Brasil, 42% dos trabalhadores com altos níveis de preocupação financeira demonstram desatenção e pouca produtividade em seus empregos, segundo pesquisa realizada em 2015 pela CNDL e SPC Brasil (2015). Além disso, pelo menos 22% alegaram perder a paciência com os colegas de trabalho mais facilmente.

Como forma de reverter este quadro, surgem os programas de educação financeira. Existe um aumento gradual na percepção das empresas que o bem-estar do colaborador é fator-chave para o desenvolvimento da companhia.

Estudo norte-americano diz que o retorno dos investimentos em educação financeira é muito alto. Para cada dólar gasto, retornam três dólares.

É notório que o aumento do engajamento, da produtividade e da lealdade dos colaboradores traz grandes benefícios para as empresas, assim como a diminuição do absenteísmo (nome dado a ausências no ambiente de trabalho, seja por falta ou atraso).

Investir em ajudar o colaborador é investir na sua empresa e no tempo que se dedicou a treiná-lo.”