O Meu Barão reproduz artigo de Fabi Bergamin, marqueteira por profissão, gestora de suas finanças pessoais. O texto foi originalmente publicado no site Bem Gasto, do Insper, uma das mais importantes universidades de economia e negócios do País.

“Diz o ditado popular que quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro.Isso pode até uma verdade. Mas deixar coisa parada em casa também não rende um tostão.

O papo aqui é sobre o que você faz com os itens que tem em casa e não usa mais: aquela calça número 36 de dois  verões passados que você jura para si mesma que uma hora dessas vai voltar a servir; ou a bota de escalada que usada uma vez só quando decidiu viajar para Machu Picchu e nunca mais subiu nem morrinho;ou mesmo o manual do Gol 1992, que você comprou zero quilômetro, vendeu faz mais de 10 anos, mas revirando  suas gavetas na última faxina que você fez no ano retrasado, você encontrou praticamente novo (só um pouco empoeirado);e aquela persiana que está jogada em cima do guarda-roupa e que você guardou há pelo menos 7 anos porque disse que ia se mudar para uma casa maior e  talvez fosse precisar.

O que mais tem aí enfurnado na sua casa? Deve ter cada tesouro…

Mas será que é mesmo tesouro ou somente lixo aguardando você tomar coragem e fazer uma boa limpeza?

A verdade é que parte deve ser lixo mesmo, que você está acumulando à toa. Mas muitas peças são como relíquias e tem valor! Muito? Talvez não, mas o suficiente para você ganhar um dinheirinho extra com uma certa frequência.

Meu marido é praticamente um caçador de relíquias (quem assiste o History Channel sabe do que eu estou falando), ele adora uma quinquilharia. Só não compra e estoca porque moramos em um apartamento pequeno e eu não deixo, caso contrário eu moraria em um antiquário, rs.

Brincadeiras à parte, meu marido tem um olho clínico bom para identificar o que são produtos que podem ser comercializados nos sites como Mercado Livre, OXL e Enjoei, por exemplo, e, com toda a paciência do mundo, ele coloca TUDO QUE PODE à venda. Ele adora essa atividade de garimpeiro e, mais do que isso, de vendedor de bugigangas.

Você vai me perguntar: ele está rico fazendo isso?

A resposta é: infelizmente, ainda não. Mas ele se diverte pacas com essa atividade. Tira fotos, escreve textos vendedores, faz pesquisa de mercado para saber se há compradores interessados nos produtos que ele tem para vender e, o mais importante, quanto estão dispostos a pagar.

Já tivemos bons jantares e viagens só com essa grana extra e, de quebra, eu me livro de um montão de coisas que ficam entulhadas aqui no nosso apê. É a combinação perfeita!

E, você, está esperando o que para girar a economia, se desfazer daquilo que não faz mais sentido para você e, ainda, descolar uma grana extra?”

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