O Meu Barão reproduz texto do blog Bem Gasto(*) , do Insper, uma das melhores escolas de economia e negócios do Brasil. Confira abaixo.

“Quando falamos sobre controle financeiro é normal vir à mente planilhas e uma parafernália tecnológica para auxiliar nesse processo. Cada um tem um estilo e se adapta melhor a um processo, mas, quer saber? O velho e bom caderninho de notas resolve e muito essa questão.

Eu cresci vendo uma especialista em economia doméstica: minha mãe.

Desde que ela se casou e passou a administrar a casa, nunca deixou de pagar uma conta em dia, mesmo nos momentos mais apertados financeiramente; em casa nunca faltou qualquer tipo de produto essencial e, principalmente, o investimento que ela e meu pai determinaram como prioridade da família nunca foi abalado: meus estudos e os de meu irmão.

Poxa… e que super instrumento de controle será que ela usava (e usa até hoje)? O velho e bom caderninho de notas, que continha as entradas (salário do meu pai) e todas as saídas do mês (gastos que foram realizados naquele mês e que seriam quitados dentro dele), assim como as saídas dos meses futuros (compras parceladas, por exemplo, e outros gastos já previstos).

E sabe por que não é nenhum bicho de sete cabeças controlar os custos no papel? Porque, em geral, os grandes custos não variam todos os meses e são de grande previsibilidade: aluguel, mensalidade escolar, condomínio, água/luz/gás e plano de saúde.

Outros custos, como medicamentos, alimentação, combustível e lazer, podem sofrer variação conforme a época do ano e algumas questões mais especificas, por isso merecem ser melhor observadas mensalmente.

E não podem ficar de fora os gastos pontuais: pagamento do seguro do carro, compra do material escolar, pagamento do IPVA e IPTU, compras de natal e presentes de aniversário.
Hoje em dia há mais recursos e opções que facilitam nossa vida para melhor nos controlarmos.

Eu confesso que até 2 meses atrás não usava nada. Sempre tive bom controle dos meus custos e, em linhas gerais, sabia quanto gastava com cada tipo de atividade/produto.
Ou será que eu PENSAVA QUE SABIA? Então…. desde que adotei o Guia Bolso como meu aplicativo de controle de custos, eu já tomei alguns sustos e agora tenho lá escancarado nos gráficos que eu SIM gasto mais do que julgava que gastava.

Ah, mas foi por causa das férias!

Ah, mas dessa vez foi porque eu aproveitei aquela super promoção de um site mega legal!
Ah, mas esse mês todo mundo aqui em casa ficou doente e eu gastei os tubos com remédio.

Ah, mas…. mas, não importa… se gastou mais esse mês, tem que gastar menos no mês seguinte, caso contrário, a conta final não irá fechar. E se eu não me controlar, quem vai fazer isso por mim?”

(*) Fabi Bergamin, voluntária do Bem Gasto, marketeira por profissão é gestora de suas finanças pessoais