O Meu Barão reproduz texto do blog Bem Gasto(*) , do Insper, uma das melhores escolas de economia e negócios do Brasil. Confira.

“Viajo bastante, seja a lazer ou a trabalho. E nessas jornadas, adquiri dois hábitos: Um deles é que não resisto a uma loja de lembrancinhas e acabo comprando mais do que deveria, seja para mim ou para presentear amigos. O hábito bom é que registro num caderno todos os gastos que faço ao longo da viagem.

Pois bem.

Ao fazer aquela “operação destralhe” em casa, decidi reunir todos os itens que comprei em viagens e que tiveram como destino fundos de gaveta e caixas que ficam no alto do armário. Encontrei quinquilharias compradas nos últimos 10 anos – ou até mais. Entre as coisas resgatadas estão (tente não rir da minha cara):

· Um CD de música tocada na gaita de fole (pareceu uma boa ideia na hora, mas é muito chato)

· 2 kits de palhetas com estampa dos Beatles (os violões estão encostados em casa)

· 13 chaveiros (só tenho três chaves)

· 8 ímãs de geladeira na embalagem

· 2 protetores labiais (ainda na validade, dá para usar!)

· Bicho de pelúcia

· Miniaturas de ônibus e táxis dos mais diversos locais

· Miniatura do Topo Gigio (coisa de geek velho)

· Seis mini espadas com nomes de reis espanhóis

· Uma dúzia de cartões postais

· Sacola retornável de time de futebol

· 6 dados usados de um famoso cassino de Las Vegas

· Baralho com estampa de seriado

· 6 bonés

· 9 cadernos, caderninhos, cadernetas

Tentei resgatar os preços desses objetos em minhas anotações. Outros ainda preservavam as etiquetas.

E quase caí de costas com o custo da inutilidade.

Desperdicei R$ 1510,96 em besteira, por baixo, sem contar os impostos e fazendo a conta em câmbio oficial de hoje.

Com esse dinheiro, eu compraria uma passagem ida e volta para Lima ou para Montevidéu.

No meu critério, bobagem é aquilo que está guardado sem uso.

Aproveito para mencionar aqui que também tenho um sombrero, um chapelão cheio de aplicações douradas, um trambolho difícil de guardar e que junta poeira fácil. E por mais bizarro que esse objeto possa parecer para você, eu o considero uma excelente aquisição. Afinal, ele já serviu para decorar ambientes, frequentou mais festas do que eu (porque todo mundo pede emprestado) e foi fotografado nas diversas ocasiões. Até empresto para quem for cuidadoso.

Cada um tem sua avaliação pessoal sobre o que o que precisa e o que deseja; do que é útil e o que é bobagem. Para fazer suas melhores escolhas, pense bem antes de fazer suas compras e seja feliz!”(*) Patricia Nakamura é voluntária do Bem Gasto.