O Meu Barão reproduz texto do blog Bem Gasto(*) , do Insper, uma das melhores escolas de economia e negócios do Brasil. Confira.

“A expressão ter o nome sujo é uma maneira de dizer que o nome de alguém tem restrições e que o CPF está negativado. Isso significa que o nome da pessoa está no cadastro de empresas de proteção ao crédito, como Serasa, Boa Vista, SPC.

Ter restrições no nome traz dificuldades como, ser correntista de um banco e ter suspenso a entrega de talões de cheques, e até mesmo impede a pessoa de fazer um financiamento, de imóvel e veículo, abrir um crediário em uma loja, alugar uma casa, ter um empréstimo pessoal aprovado. Há financeiras que emprestam dinheiro para quem está com o nome sujo, mas os juros, que para os que não possuem nenhuma restrição já são elevados, nestas situações tornam-se muito, muito superiores.

O Brasil tem mais de 60 milhões de pessoas com o nome sujo, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Três em cada 10 pessoas estão endividadas e com o nome sujo.

Imagine que para alugar uma casa o indivíduo com restrição no nome precisa pedir para um parente emprestar o nome. Isso mesmo, coisas importantes na vida de qualquer pessoa precisam ser feitas utilizando o nome de um terceiro.

Agora, como o nome fica sujo?

Ter um financiamento, empréstimo bancário, crediário, IPTU, multa, IPVA, fatura do cartão de crédito não pagos, leva o nome de uma pessoa para a lista de restrições. Por isso é muito importante se planejar para gastar. Não fazer compras por impulso no cartão de crédito ou no crediário. Reservar dinheiro para pagamento do IPTU e IPVA. Se programar para grandes gastos, como compra da casa, de um carro, festa de casamento.

Se você estiver com dificuldade para pagar alguma dívida, não deixe seu nome entrar nos cadastros negativos. Fale com o credor e negocie previamente o parcelamento da dívida por um valor que seja possível pagar. Deixar de pagar pode ser a pior opção.

Quando o nome já tem restrições é hora de buscar um acordo. Chame o credor para uma conversa e tente negociar a dívida. Algumas empresas de proteção ao crédito costumam realizar feirões para negociação de dívidas. Nesses feirões, o indivíduo negativado busca um acordo para resolver sua situação. Após fazer a negociação e pagar a primeira parcela, o nome e CPF voltam a ficar “limpos”.

Quem não faz nenhum acordo, cinco anos após o nome entrar nos cadastros de proteção ao crédito, ele sai automaticamente. Mas atenção, a dívida continua a existir e o credor pode cobrá-la na Justiça.”

(*) Edna Batista é voluntária da Bem Gasto.