O Meu Barão reproduz texto do blog Bem Gasto(*) , do Insper, uma das melhores escolas de economia e negócios do Brasil. Confira.

“Entramos no mês de março. Já passamos pela sequência de festas Natal – Ano Novo – Carnaval e também da temporada de gastos com presentes, viagens, IPTU, IPVA (caso tenha filhos na escola particular, acrescente aí material escolar e matrícula).

Você mal terá se recuperado dessa loucura toda e eis que no dia 7 de março, dia seguinte à quarta-feira de Cinzas, começará a correr o prazo para a entrega do Imposto de Renda 2019. E ele termina no dia 30 de abril, pontualmente às 23h59.

Quantos compromissos! Logo agora que você achou que teria uma folguinha, surge mais uma tarefa inadiável.

E então começam os preparativos para a elaboração da Declaração:

· Baixar o programa no site da Receita Federal

· Separar documentos: informes de rendimento de diversas instituições, recibos de pagamento, informações e documentos de dívidas, financiamentos de casa e carro, investimentos etc.

E surge a primeira indagação: será que estão todos os documentos aqui? Revise, verifique se não esqueceu de nada.

Passada essa fase, vamos para o preenchimento da declaração e eu acredito que a maioria inicie preenchendo a parte de RENDIMENTOS e com o informe oferecido pelo seu empregador em mãos.

Surge a segunda onda de indagações e, provavelmente, o maior choque de todos:

“Como eu gastei todo esse dinheiro?”

“Onde gastei todo esse dinheiro?”

“Eu ganhei e gastei todo esse dinheiro?”

Isso espanta mesmo, pois recebendo mês a mês e pagando uma conta aqui e acolá, a gente acaba não tendo noção do quanto recebe ou gasta. Agora, quando estamos diante dos valores referentes aos 12 meses a impressão é outra.

Mas calma! Temos uma proposta para te fazer: e se ao invés de você ficar desesperado/atônito/“sem rumo” nós te propuséssemos algo totalmente diferente esse ano, como por exemplo utilizar esse momento para fazer uma reflexão? Isso mesmo, fazer uma reflexão de como você está tratando o seu dinheiro.

A verdade é que o IR nos impõe também outra obrigação que muitas vezes tentamos procrastinar: encarar a nossa realidade financeira, principalmente se você não elaborou ou não cuida com aquele afinco do seu orçamento mensal, essa é uma excelente oportunidade para começar repensando e reavaliando os seus gastos.

Não tenha medo, encare como uma etapa de melhor entendimento do seu relacionamento com o dinheiro, isso irá te guiar para esse ano que ainda está no começo.

Mesmo que você peça para algum conhecido ou para algum profissional fazer sua declaração, não deixe de analisar os seus gastos, o que você pode melhorar, diminuir ou cortar.

O objetivo é estabelecer um relacionamento saudável com o seu bolso, afinal a vida financeira organizada reflete em outros aspectos, principalmente na qualidade de vida, pois você não estará mais o tempo todo preocupado com dinheiro.

E aí, será que quando falamos de Imposto de Renda o que você realmente sente é “preguiça da obrigação” ou medo de encarar a sua situação financeira?

E uma última dica: o prazo é de quase 2 meses portanto não deixe para a última hora. Combinado?”

(*) Juliana Bononi Freitas, professora voluntária do Bem gasto desde 2017.